"Though lovers be lost love shall not
And death shall have no dominion"
Dylan Thomas

And death shall have no dominion"
Dylan Thomas

É muito engraçado quando um ciclo doloroso de nossas vidas chega ao fim, como por exemplo um término de um relacionamento, temos a tendência de querer apagar todas as lembranças de nossas vidas e fingir que tudo o que foi vivido a dois nunca aconteceu pelo simples fato de não conseguirmos lidar com o modo de como as coisas terminaram.
Por um lado, eu consigo compreender isso. A dor chega a ser tão grande, que a melhor maneira de fazer não doer é simplesmente não lembrar que o motivo da sua dor sequer existiu; o que faz muito sentido! Porém, não acho que seja algo muito eficiente. Afinal, como esquecer? Como, de um dia pra noite, é possível ensinar sua mente e seu coração a abrir mão de algo que foi tão marcante na sua vida? Agir como se a pessoa que você é hoje não é produto da influência daquele alguém especial em sua vida? Não faz sentido...
Faz dois dias que eu tomei uma das decisões mais maduras da minha curta vida: decidi me libertar de um relacionamento destrutivo, mesmo meu coração implorando para que eu não o fisesse. Não sei dizer quantas vezes, ao longo dessas 48 horas, eu pensei em voltar atrás, em jogar tudo para o alto, inclusive meu amor próprio, e declarar meu amor eterno a ele. Não o fiz. É fato que penso nele em cada coisa que eu faço, em cada sorriso que eu dou, em cada momento que vivo e gostaria de poder compartilhar com ele. Mas já não posso mais.
Realmente acabou. É claro que ainda nos veremos, e é claro que nossos momentos de paixão ainda tornarão a se repetir; mas é mais do que certo que o espaço que uma vez existiu para que dividíssemos nossos medos, sonhos e inseguranças já acabou. Não cabe mais. Não quando um de nós dois ama mais que o outro.
O amor supera tudo. O amor conquista tudo. E por isso mesmo acredito que ainda seremos bons amigos. Mas, ao mesmo tempo, o amor também nos faz acordar para um novo mundo de sensações que nos mostra como tudo pode ser mil vezes mais doloroso do que sem ele. A verdade é que eu cansei. Não do amor. Não, não o amor. O amor ainda está presente, vivo como uma chama infinita que teima a cessar. Eu cansei foi da descrença, da frustração, da desilusão. Eu cansei foi da falta de compromisso, da falta de um sorriso e da solidão.
Antes só do que mal acompanhado, não é o que dizem? Pois bem... É verdade. Não é possível estar com alguém e ao mesmo tempo não estar. Ninguém que ame verdadeiramente consegue suportar a indiferença do outro, mesmo que esta seja apenas a forma dele de ser. Em nome do amor, você até consegue suportar por um tempo. Mas seu coração tem um limite, e quando você o atinge, não há solução. O fim é próximo e você sabe, por mais que custe a admitir. Você até tenta ignorar os sinais. Escapar do momento fatídico em que um dos dois terá de pôr um basta, em que um dos dois terá que dizer adeus. Você foge, foge, mas ele vai te cercando, até que você já não tem mais saída a não ser tomar uma atitude.
Mas será que isso realmente significa o fim? Dylan Thomas dizia que os amantes se perdiam, o amor não. Que a morte não tinha domínio sobre tal sentimento tão honrado. Acho que ele estava certo, em meio a toda sua bebedeira e alucinações.
Como pode-se dizer que todos os momentos se foram? Como pode-se agir como se nada tivesse acontecido? Como ser tão frio e indiferente ao ponto de terminar tudo e voltar a ser exatamente como se era antes daquela pessoa entrar na sua vida? É impossível! Você já não é mais o mesmo. Quando se ama, você é mudado para sempre. Uma vez que aquela pessoa entra na sua vida, por mais que em certo ponto ela não se faça mais presente para dividir suas alegrias, secar as suas lágrimas e dividir seus beijos, ela não vai mais embora. Ela continua ali, nas lembranças, na forma de pensar, na forma de tocar, na consciência de que um dia você teve um alguém tão bom, um amor tão doce, que quando o fim realmente chegar você vai poder olhar pra trás e ter a certeza de que você viveu um grande amor.
Algumas pessoas vivem a vida inteira sem se apaixonar. Eu vivi minha vida, eu me apaixonei. Eu não me arrependo e não desejo, por nada desse mundo, esquecer. Quem eu sou está diretamente realacionado com quem eu fui quando estive com ele. Ele me fez crescer, me fez mudar, me fez mulher! Se sou quem eu sou hoje, é por causa dele e das tardes que passei com ele, estudando sociologia, fazendo amor, lavando a louça e tomando café com leite! Todas as alegrias, todas as frustrações, todos os eternos beijos e carícias são parte de quem eu sou e de quem eu serei. Não me arrependo de nada. Não mudaria nada. Ele sempre será meu, bem aqui nesse pedacinho bobo do meu coração que eu guardei pra ele. E eu sempre serei dele. Até o fim e além.
Por um lado, eu consigo compreender isso. A dor chega a ser tão grande, que a melhor maneira de fazer não doer é simplesmente não lembrar que o motivo da sua dor sequer existiu; o que faz muito sentido! Porém, não acho que seja algo muito eficiente. Afinal, como esquecer? Como, de um dia pra noite, é possível ensinar sua mente e seu coração a abrir mão de algo que foi tão marcante na sua vida? Agir como se a pessoa que você é hoje não é produto da influência daquele alguém especial em sua vida? Não faz sentido...
Faz dois dias que eu tomei uma das decisões mais maduras da minha curta vida: decidi me libertar de um relacionamento destrutivo, mesmo meu coração implorando para que eu não o fisesse. Não sei dizer quantas vezes, ao longo dessas 48 horas, eu pensei em voltar atrás, em jogar tudo para o alto, inclusive meu amor próprio, e declarar meu amor eterno a ele. Não o fiz. É fato que penso nele em cada coisa que eu faço, em cada sorriso que eu dou, em cada momento que vivo e gostaria de poder compartilhar com ele. Mas já não posso mais.
Realmente acabou. É claro que ainda nos veremos, e é claro que nossos momentos de paixão ainda tornarão a se repetir; mas é mais do que certo que o espaço que uma vez existiu para que dividíssemos nossos medos, sonhos e inseguranças já acabou. Não cabe mais. Não quando um de nós dois ama mais que o outro.
O amor supera tudo. O amor conquista tudo. E por isso mesmo acredito que ainda seremos bons amigos. Mas, ao mesmo tempo, o amor também nos faz acordar para um novo mundo de sensações que nos mostra como tudo pode ser mil vezes mais doloroso do que sem ele. A verdade é que eu cansei. Não do amor. Não, não o amor. O amor ainda está presente, vivo como uma chama infinita que teima a cessar. Eu cansei foi da descrença, da frustração, da desilusão. Eu cansei foi da falta de compromisso, da falta de um sorriso e da solidão.
Antes só do que mal acompanhado, não é o que dizem? Pois bem... É verdade. Não é possível estar com alguém e ao mesmo tempo não estar. Ninguém que ame verdadeiramente consegue suportar a indiferença do outro, mesmo que esta seja apenas a forma dele de ser. Em nome do amor, você até consegue suportar por um tempo. Mas seu coração tem um limite, e quando você o atinge, não há solução. O fim é próximo e você sabe, por mais que custe a admitir. Você até tenta ignorar os sinais. Escapar do momento fatídico em que um dos dois terá de pôr um basta, em que um dos dois terá que dizer adeus. Você foge, foge, mas ele vai te cercando, até que você já não tem mais saída a não ser tomar uma atitude.
Mas será que isso realmente significa o fim? Dylan Thomas dizia que os amantes se perdiam, o amor não. Que a morte não tinha domínio sobre tal sentimento tão honrado. Acho que ele estava certo, em meio a toda sua bebedeira e alucinações.
Como pode-se dizer que todos os momentos se foram? Como pode-se agir como se nada tivesse acontecido? Como ser tão frio e indiferente ao ponto de terminar tudo e voltar a ser exatamente como se era antes daquela pessoa entrar na sua vida? É impossível! Você já não é mais o mesmo. Quando se ama, você é mudado para sempre. Uma vez que aquela pessoa entra na sua vida, por mais que em certo ponto ela não se faça mais presente para dividir suas alegrias, secar as suas lágrimas e dividir seus beijos, ela não vai mais embora. Ela continua ali, nas lembranças, na forma de pensar, na forma de tocar, na consciência de que um dia você teve um alguém tão bom, um amor tão doce, que quando o fim realmente chegar você vai poder olhar pra trás e ter a certeza de que você viveu um grande amor.
Algumas pessoas vivem a vida inteira sem se apaixonar. Eu vivi minha vida, eu me apaixonei. Eu não me arrependo e não desejo, por nada desse mundo, esquecer. Quem eu sou está diretamente realacionado com quem eu fui quando estive com ele. Ele me fez crescer, me fez mudar, me fez mulher! Se sou quem eu sou hoje, é por causa dele e das tardes que passei com ele, estudando sociologia, fazendo amor, lavando a louça e tomando café com leite! Todas as alegrias, todas as frustrações, todos os eternos beijos e carícias são parte de quem eu sou e de quem eu serei. Não me arrependo de nada. Não mudaria nada. Ele sempre será meu, bem aqui nesse pedacinho bobo do meu coração que eu guardei pra ele. E eu sempre serei dele. Até o fim e além.

Nenhum comentário:
Postar um comentário